quarta-feira, 13 de abril de 2016

Retirar o obelisco da Praça da Bíblia fortalece o estado laico

Obelisco afronta fé evangélica

Requerimento quer bíblia gigante
Depois que o vereador Josué Menezes apresentou requerimento para substituir o obelisco da Praça da Bíblia por uma bíblia gigante, muitas pessoas se pronunciaram contra a iniciativa, argumentando que o estado é laico e a proposta fere, portanto, tal laicidade.

Nada mais equivocado! O estado laico é aquele que, não tendo uma religião oficial, dá plena liberdade e proteção a todas, dentro de certo limite, como o respeito à vida, motivo pelo qual é proibido culto em que seres humanos sejam sacrificados.

No estado laico todas as religiões devem ser respeitadas. Mas a presença do obelisco na Praça da Bíblia é um evidente desrespeito ao cristianismo. O obelisco é um símbolo da divindade egípcia Rá, deus do Sol, e representava a proteção da cidade. Para os cristãos é Deus quem protege a cidade e não Rá.

Se a Praça da Bíblia é um espaço público que homenageia o povo da Bíblia, os seus monumentos devem referir-se ao cristianismo, preferindo-se símbolos comuns às diversas confissões cristãs. Do contrário, está-se desrespeitando a própria Bíblia e seus seguidores. Nesse caso o nome da praça perde o sentido e a religião cristã está sendo tripudiada. Isso o estado laico não permite!

Na própria justificativa do requerimento, o vereador Josué Menezes admite que o obelisco pode estar em outro espaço da cidade, menos onde está agora. Ele dá um exemplo: é coerente erguer um monumento à monarquia na Praça Ruy Barbosa, que foi um republicano convicto? Claro que não. Não se estaria a impedir, nesse caso, a existência de monarquistas nem de monumentos monárquicos, apenas colocando as coisas em seus devidos lugares.

Mas com tantos problemas na cidade, alguns dirão que esse pleito é dispensável, uma perda de tempo. Não é não. Junto com a substituição do monumento egípcio, o vereador Josué pede também a transformação da Vela Cultural da Praça da Bíblia, atualmente abandonada e depredada, numa Biblioteca Cristã Pública, aberta a todos, mas com foco nos estudantes de teologia, curso cuja maior dificuldade é o acesso a livros, limitado nas escolas e nos seminários.

A participação do poder público, portanto, significa incentivo à cultura, à educação, à geração de emprego e renda que esses cursos representam. Ou o estado laico também não pode apoiar curso teológico? E uma praça frequentada por pessoas de bem, afugentando os traficantes e drogados que a utilizam, não é bom para o bairro, para a cidade? E mais: esse investimento não seria feito com impostos pagos também pelos cristãos, que representam 90% da população?

Uma última nota. Não há nenhum erro em acreditar que a substituição do obelisco por uma bíblia gigante trará bençãos divinas para a cidade de Jequié. Eu acredito nisso. Os evangélicos acreditam nisso. Muitos católicos acreditam nisso. Deus abençoa os que O honram.

Está claro que o requerimento é constitucional, legítimo, fortalece a laicidade estatal e deve ser atendido pela Prefeitura. Obviamente é uma questão de fé crer em uma realidade espiritual. Porém, respeitar a religião é respeitar a fé, pessoal e comunitária. É uma exigência do estado laico.

James Meira

Um comentário:

Anônimo disse...

Perdão, mas o obelisco não tem como representação verdadeira, proteção de Rá a cidade. O significado desse monumento é algo extremamente deprimente. Satanás Sempre tentará maquiar a realidade, existe um significado oculto. O obelisco representa um pênis decepado de uma entidade, depois de morta, que teria engravidado outra entidade para trazer um filho que salvaria a todos. Ou seja, uma mentira de satanás, pois o único menino que veio para nós salvar, foi Jesus