sábado, 20 de junho de 2015

Nem eles se entendem: Ideologia de gênero fere movimento LGBTT


Você já ouviu dizer que ser gay é questão genética? Que as pessoas não escolhem isso, já nascem assim? Que demonstram desde criancinhas trejeitos do sexo oposto? Se sua resposta for sim, você não é surdo, porque só um surdo nunca escutou essa ladainha.

Segundo dizem, o hétero é assim por ter nascido hétero. O mesmo para o homo. O bi seria um privilegiado. Ele nasceu com disposição genética em dobro: gosta de homem e de mulher. O trans nasceu em um corpo errado; a cirurgia é a correção de uma injustiça. O travesti também errou de corpo, mas prefere ficar como está. Neste discurso as escolhas pessoais são minimizadas. O que determina a opção sexual são os genes.

Pois bem, a coisa entre os ideólogos de gênero é tão confusa que eles nem percebem estar renegando o próprio discurso e atingindo em cheio a comunidade LGBTT. Porque essa ideologia diz que não há gênero natural, homem e mulher, mas que os vários gêneros são construções sociais. Compreendam a mensagem: eles defendiam a determinação genética para a orientação sexual e nos alcunhavam de preconceituosos. Agora que mudaram de opinião, ao invés de reconhecer o erro, passam por cima dele e dizem que estamos errados de novo?

É uma brincadeira que não podemos aceitar. Nós estávamos certos e continuamos certos. Eles estavam e continuam errados. Ainda que existam fatores genéticos que contribuam para a opção sexual, como hormônios liberados pela mãe em decorrência do desejo de que o nascituro tenha determinado sexo, a orientação sexual é uma questão de escolha. Nesse caso, seria mais acertado falar em fatores hormonais. Gênero é questão biológica. Ponto. Ou é XX ou é XY. Queira o que quiser, ou é homem ou é mulher.

James Meira

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