quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Número de pessoas que vivem na miséria voltou a subir

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão ligado ao Planalto, identificou que, em 2013, houve crescimento do número de miseráveis (pessoas que não ganham o suficiente para uma cesta mínima de alimentos). Foram 10,45 milhões contra 10,08 milhões no ano anterior. Apesar de analistas do governo considerarem inexpressivo um aumento de 370 mil miseráveis no país, este pode ser um reflexo da estagnação econômica brasileira.

Quando Lula assumiu a presidência em 2003, a taxa de miseráveis subiu 10%. Desde lá, ela vem caindo ano a ano, mas o novo número do Ipea mostra que esse declínio foi interrompido no governo Dilma. E a julgar pela previsão de crescimento do PIB para 2014, o aumento de miseráveis deve continuar. Em 2013, ano da pesquisa revelada somente agora pelo Ipea, o país cresceu 2,3%. Já estava muito ruim, principalmente se forem considerados países vizinhos ou os outros componentes dos BRICS. Mas em 2014 vai ser bem pior: na melhor das hipóteses, 1% de crescimento!

Por que só depois das eleições
Segundo a Folha de São Paulo, "o Ipea, que todos os anos apura os resultados com base em pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), alegou estar retardando os resultados em respeito à legislação eleitoral."

"Não está claro, ainda, que restrição legal haveria para a divulgação. Nas eleições de 2010, o instituto publicou os dados - então favoráveis - em 5 de outubro, pouco depois do 1º turno", afirma o jornal.

Abaixo, quadro da evolução da miséria no Brasil.

Evolução da miséria 1992-2013
Gráfico: Folha de São Paulo

James Meira

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