quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Impeachment não é golpe

Os petistas e seus aliados querem descaracterizar os mais de 10 mil manifestantes paulistas que pediram, no dia da Proclamação da República, 15 de novembro, o impeachment da presidente Dilma Roussef. Alegam que é uma tentativa de golpe, qualificando os protestos como 3º turno eleitoral. Dizem que as oposições não se conformam com a derrota nas urnas e estão fazendo uma manobra suja para desestabilizar a presidente democraticamente reeleita.

Há mesmo um golpe em curso? Vamos aos fatos.

1) Os protestos pedindo o impedimento da presidente começaram depois da denúncia do doleiro Alberto Youssef de que Lula e Dilma sabiam de todo o esquema do Petrolão. Youssef é do time de Lula, não é oposição. Prejudicando a Dilma, prejudica-se a si mesmo. Tratar-se-ia de um golpe interno?

2) Outros envolvidos no escândalo assinaram acordo de delação premiada. Todos são ligados ao governo. Eles estão sendo ouvidos pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal e confirmam várias falas de Youssef. Se esses governistas estiverem mentindo, só eles perdem, já que a delação implica, na prática, na confissão de que participaram dos crimes. Se for assim, além de golpistas de si mesmos, padecem de debilidade mental.

3) Se os depoimentos dos delatores restarem comprovados, a presidente Dilma e o ex-presidente Lula cometeram, pelo menos, o crime de prevaricação. Neste caso, não há outra opção senão condenar os dois. É a Constituição que diz isso. Não é questão de gosto, é questão legal. 10 bilhões desviados vão ficar por isso mesmo? É bom lembrar que Collor caiu por um fiat elba! Isso é golpe?

4) Impedida, Dilma não passará o bastão para Aécio, mas para seu vice, Michel Temer. Portanto, considerando que a maioria daqueles manifestantes votaram no PSDB, está afastada a hipótese de busca de benefício próprio. É um protesto em favor do fiel cumprimento das leis, doa a quem doer. Onde está o golpe?

5) Em qualquer país civilizado do mundo, protestos contra a corrupção são normais e desejáveis. Por que seria diferente no Brasil? Por que os brasileiros, e os paulistas em particular, têm de aceitar as canalhices do PT? O partido está acima da lei? Está acima da Constituição? Não, leitores, não está.

O senador Aloysio Nunes, candidato a vice-presidente na chapa de Aécio, deixou claro que o pedido de impeachment de Dilma só será protocolado depois das investigações da PF e do MPF, se houver elementos para tanto.

Essa é a postura esperada de um senador da República. Mas os manifestantes não são senadores. Eles falam com a força do coração, que não aguenta mais o modos operandi patrimonialista, autoritário e corrupto do PT.

Abaixo, imagem dos bravos patriotas.

Dia 15 Controle da Mídia 2

James Meira

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