domingo, 9 de novembro de 2014

Fantasmas petistas reaparecem depois das eleições


Durante a campanha eleitoral, a presidente-candidata Dilma Roussef dizia que estava tudo em ordem. E que esse estado de coisas boas era, claro, obra do PT, iniciada em 2002, com a primeira eleição de Lula. Finda a Batalha do Planalto, não dá mais pra manter o discurso. Informações e atitudes do próprio governo mostram o quanto ele mesmo temia enfrentar seus fantasmas, prendendo-os nos bastidores dos órgãos de 1º e 2º escalões aparelhados pelo petismo.

Mas os fantasmas, um a um, estão dando as caras. Veja.

26 de outubro: Dilma vence as eleições mais disputadas desde a redemocratização, com diferença de menos de 4% em relação ao estreante Aécio Neves.

29 de outubro: O Comitê de Política Monetária - Copom - elevou a taxa de juros da economia de 11% para 11,25%. Motivo? Controlar a inflação, já acima da meta, e para isso o governo recorre a uma estratégia que Dilma dizia ser tucana. A revista Veja lembra que "durante a campanha, a presidente demonizou a subida da Selic, afirmando que seria a oposição que subiria os juros, o que acarretaria em recessão e desemprego."

31 de outubro: O Banco Central divulgou que o rombo nas contas públicas em setembro foi de 25,5 bilhões de reais, "o pior resultado mensal já registrado em toda a contabilidade pública, que começou a ser feita em 2001", afirmou o jornal O Globo. Na campanha, Dilma pregava o rigor fiscal.

05 de novembro: O Instituto de Pesquisa Econômica Avançada - Ipea - divulgou dados que mostram o crescimento da miséria no país. Em 2013, houve mais de 371 mil pessoas miseráveis do que em 2012. Essa informação já estava disponível antes da eleição, mas o Ipea segurou para não prejudicar Dilma. A Folha de São Paulo informa que "os dados poderiam ter sido divulgados há cerca de um mês."

06 de novembro: O governo anunciou reajuste de 3% na gasolina e 5% no diesel já para o dia seguinte, 07. Aqui em Jequié, os preços subiram antes do aumento nas refinarias. Já tem gasolina de R$ 3,17

07 de novembro: O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - Inpe - apresentou dados que mostram um aumento de 122% no desmatamento da Amazônia. "O governo federal já conhecia esses dados antes do segundo turno da eleição presidencial, realizado no último dia 26 – a divulgação do aumento no desmatamento poderia prejudicar a votação da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição", informou a Folha.

Resta evidente que a campanha petista baseava-se em mentiras. Ora, neste caso o grande prejuizo é para quem acreditou em Dilma, por dois motivos. Primeiro, porque foram enganados e depois porque são eles os mais penalizados pelas medidas do governo.

É ficar vigilante. Podem aparecer outros fantasmas.

James Meira

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