sábado, 25 de janeiro de 2014

O denuncismo calunioso e difamatório do professor Hector Munaro. Ou: A polícia trabalha com a lei, mestre!

As palavras (em vermelho*) e a imagem abaixo são de Hector Luiz Rodrigues Munaro, professor mestre** da UESB (pelo que eu soube), e foram publicadas no site de Júnior Mascote. Tudo se passou no último dia 22.
“Caro Junior Mascote, estava hoje por volta das 09:00 da manhã no Centro de Jequié e me deparo com esta cena um tanto inusitada. O condutor do automóvel preto tipo camionete, estacionou em fila dupla, desceu do carro e deixou o mesmo sem qualquer sinalização. Não bastasse a falta de educação do cidadão, o mais bizarro aconteceu. Reparem que há dois policiais com coletes (círculo) encostados em um estabelecimento comercial e nada fizeram. De quem é a responsabilidade no trânsito de nossa cidade?”

Antes dos comentários sobre o texto, uma breve informação: sou favorável à mais ampla liberdade de expressão, mesmo se for para falar bobagens. Nesses casos, em que a consciência individual não põe freio na língua, a lei pode penalizar quem se excede.

Pois o professor Hector Munaro, usando a liberdade de expressão de que dispõe, falou bobagem - se conscientemente ou não, não sei -, apressou-se em usar a língua, ou melhor, os dedos, para fotografar, digitar e enviar a Júnior Mascote uma denúncia caluniosa e difamatória contra os policiais ali representantes do Estado. Excedeu-se.

Diferentemente do que disse o professor Munaro, o que ocorreu na verdade foi uma abordagem policial ao condutor do veículo, seguida da constatação de irregularidades e guinchamento do carro ao pátio do quartel. Tudo devidamente testemunhado e registrado em documentos oficiais, no caso o Termo de Remoção/Retenção/Apreensão de Veículo - TRRAV - e o Auto de Infração de Trânsito - AIT.

Por que então o professor Hector Munaro disse que os policiais nada fizeram, classificando de bizarra a tal "omissão"? Não posso responder categoricamente, mas para não concluir que ele tenha tido má fé, prefiro pensar que se trata de um homem apressado, desses que não medem as consequências de seus atos e ainda querem posar de baluarte do bom senso. 

Certamente, se o professor tivesse permanecido no local por pelo menos cinco minutos, teria visto tudo aquilo que todos viram. Teria visto os policiais conseguirem uma vaga de estacionamento para o veículo irregular, a fim de desobstruir o trânsito. E se ficasse mais um pouco, teria presenciado o próprio guinchamento.

Mas veja, não estou dizendo que ele deveria ter feito isso. O que estou dizendo é que, se não fez, também não poderia ter saído por aí acusando levianamente homens que atuaram dentro da lei, como de regra acontece no serviço policial. Talvez esse seja o ponto mais importante desse factóide inventado pelo professor Hector. Parece que ele queria uma ação policial precipitada, como foi a dele. Aí, sim, o professor estaria moralmente apto a fazer a denúncia. A polícia, no entanto, tem de atuar dentro da lei. Não pode tomar providências sem antes averiguar. Não pode agir de rompante. 

A denúncia do professor Hector Munaro é factualmente insustentável, moralmente reprovável e, por óbvio, permite que os dois policiais irresponsavelmente acusados de negligência, entre os quais me incluo, ingressem com ação judicial contra ele a fim de serem reparados por danos à imagem e à honra.

* e **: informações acrescentadas ao texto original

James Meira

8 comentários:

Anônimo disse...

Claro, como se as irregularidades no trânsito em Jequié fosse coisas raras... Sinceramente nunca vi multa sendo aplicada e o que mais vejo são sinaleiras sendo furadas e motoristas folgados colocando seu carro/moto do jeito que bem quer entendem

James Meira disse...

Meu caro Anônimo, as irregularidades no trânsito de Jequié são muitas e compete à Administração Municipal as soluções. Mas se por multas vc quis dizer notificações, saiba que elas acontecem, sim, tanto manualmente quanto pelo Blackbarry. Abraço.

hector disse...

Caro James, primeiramente gostaria de enfatizar que em nenhum momento quis ser leviano, ó divulguei algo que vi.Neste mesmo dia, quase na mesma hora, vi um outro carro preto parado em fila dupla, do lado contrário ao que estava na foto.Na ocasião, vi um policial se aproximar e ainda uma viatura com alguém do comando, pedindo rapidamente para que o automóvel se retirasse.Logo após, vejo a cena do outro carro parando.Daí que eu fiz a fotografia e fiquei por vinte minutos em um local e observei que a pessoa entrou na ótica algumas vezes, e só então observei os PMS próximo.Infelizmente, não vi a aplicação da multa.Desta forma, coloco-me a disposição para realizar um testemunho junto ao comando da polícia.Peço ainda desculpas aos dois PMs que possam ter sido penalizados por minha atitude um tanto precipitada.
Obrigado

Anônimo disse...

Hehehe isso é normal, O Sr. Munaro tem bem este costume de criticar, criticar e criticar..... tem que cuidar da vida dele. Justo reclamar dos direitos do cidadãos, mais é bem do feitio dele ficar procurando defeitos e ficar criticando !Como se ele fosse o exemplo kkkkkkk

Eliedilson Jr disse...

Sr. Anônimo,
O Sr. Hector, deixou o nome, coisa que você não fez.
Ele faz criticas duras realmente para uma melhoria de nossa sociedade. Ele não precisa se esconder. Se você tivesse 10% Quociente de inteligencia que O Sr. Hector possui, não precisaria ser Anônimo.

James Meira disse...

Caro Hector, eu sou um dos policiais prejudicados por sua atitude. Estava na diligência do começo ao fim, contando inclusive com o fato de minha comandante ter me visto chamar o guincho. Não posso refutar objetivamente sua versão, porque nem mesmo lhe vi no local. Aliás, nunca lhe vi pessoalmente. Sua versão é sua versão. Você tem o direito de tê-la. Ponto. Mas tenho diversas testemunhas do que disse em meu texto e tenho cópias de todos os documentos citados. Não vou lhe dizer o que você deve fazer. Esteja à vontade. Mas ensino sempre aos meus filhos que o homem que faz é o mesmo que deve assumir o que fez - sem meias palavras - quando exposto o seu erro. A isso chamo de hombridade. Estou à disposição para mais esclarecimentos. Obrigado.

Percy Neto disse...

Sabe! Existem muitas pessoas que julgam a polícia militar pelos problemas que estão a sua volta, mas o maior problema é que elas querem que esta polícia faça milagres e se esquecem de que não somos deuses. Somos homens tentando fazer do lugar onde você vive um lugar melhor para toda a sua família.
O condutor de um veículo quer que aquele que acabou de avançar o sinal vermelho seja notificado, mas quando está com pressa, este mesmo condutor avança o sinal vermelho do semáforo. Deixemos o falso moralismo e sejamos pessoas honradas para podermos então julgar.
Talvez você não saiba, mas muitas das atitudes de um policial militar pode ser feita com a ajuda de um cidadão comum. A polícia não tem como ver tudo, mas se todos que verem nos ajudar, então estaremos lutando juntos por uma cidade melhor. Por um mundo melhor. Se você observar alguma irregularidade por exemplo, como alguém armado, um furto, um abuso de menor, abandono de incapaz, sequestro ou um UM CARRO PARADO EM FILA DUPLA, faça a sua parte, ajude a sociedade, vá até o policial mais próximo de você e informe, pois existem muitos pela cidade, caso não tenha como procura, ligue 190 e estaremos lá para lhe ajudar. Este é o nosso número. Assim você estará lutando por uma Jequié melhor, por uma Bahia melhor, por um mundo melhor! Não julgue, faça você também!

Enny Moraes disse...

Resido em Jequié há mais de 10 anos e, nesse período, vejo uma cidade que cresce totalmente sem organização: são problemas na educação municipal, ruas totalmente sem calçamento, pessoas sem atendimento na rede pública de saúde, clínicas particulares fechando, a violência aumentando a cada dia, além de outros e outros problemas que, do meu ponto de vista só exibem nossa miséria social.
O trânsito da cidade é caótico e não venham me dizer que é culpa dos moto taxistas, dos taxistas, dos motoristas...O que percebo é que no meio de todo esse caós urbano estamos todos perdidos, sem direção e, o que é pior: sem termos a quem pedir um mínimo de ajuda. Só contamos com nós mesmos e com a pouca educação que temos para conviver num espaço social cada dia mais problemático. Sinto muita pena de nós - moradores dessa cidade sem futuro.