segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Governo quer criminalizar pais que disciplinam seus filhos


Está em curso no site da Câmara dos Deputados uma enquete sobre a Lei da Palmada (PL 7672/2010). Vou dizer de outra forma: Uma enquete no site da Câmara dos Deputados quer saber se "você concorda com o uso de castigos físicos na educação de crianças e adolescentes."

Percebeu a diferença entre as duas maneiras de perguntar? Se, por um lado, os questionamentos são bastante parecidos, porque dar palmadas é uma forma de castigo físico, por outro, despertam sentimentos completamente distintos. Veja: palmadas são específicas, bem diferente de castigos físicos, que podem chegar ao espancamento. E palmadas não são associadas à educação, mas à correção. Os pais que dão palmadas em seus filhos não o fazem para educá-los, fazem-no para corrigi-los, discipliná-los. Educação se dá com conversa, orientação, exemplo. Palmada é último recurso; todo pai que ama sabe disso.

O governo também sabe, mas se acha mais competente que os pais na educação dos filhos que não são seus. Quer porque quer tirar a autoridade da família - criminalizando os "desobedientes" - e transmiti-la ao Estado a qualquer custo. 

Além da pergunta tendenciosa, há indícios de fraude nos números da pesquisa, que sobem de forma mecânica, conforme denuncia Júlio Severo, articulista pró-família que monitora as ações do governo nessa área. Os 70% de rejeição aos castigos físicos podem ser resultado da ação de ativistas mal intencionados, no intuito de "provar" que o PL 7672 tem apoio popular. (Leia o artigo de Júlio aqui e vote na enquete aqui)

Antes dessa enquete, dois relatórios do Disque-Câmara (0800 619 619), de 2012 e 2013, apontaram mais de 90% de rejeição dos brasileiros à Lei da Palmada. Nesse serviço, as pessoas manifestam suas opiniões livremente, sem perguntas manipuladoras, e aí prevalece o bom senso típico de nosso povo, que há muito sabe distinguir entre palmadas corretivas e castigos físicos humilhantes.

Júlio Severo alerta ainda para o fato de que a Lei da Palmada é a menina dos olhos de Maria do Rosário, ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Estranhamente, outra luta incansável de sua excelência é o direito ao aborto. Para a ministra, atacar um filho no ventre, tirando-lhe o direito de viver, pode, mas corrigir os filhos vivos com palmadas, evitando que eles sigam por caminhos de morte, não pode, é crime. 

Dá para acreditar em pessoas assim?

Por James Meira

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