quinta-feira, 11 de julho de 2013

Manifestação quase perfeita

Agência do Bradesco foi obrigada a fechar. Foto: Jequié Repórter

Servidores municipais e funcionários de empresas privadas instaladas em Jequié, como a Valec, manifestaram-se na manhã desta quinta-feira, 11, tendo como principal alvo o governo da prefeita Tânia Britto. Foi a versão local do Dia Nacional de Lutas com Greves e Paralisações.

Não se pode dizer que houve vandalismo, pelo contrário, não tenho notícias de quaisquer transtornos causados pelos manifestantes, exceto um, que presenciei in loco. Ao se aproximarem de estabelecimentos comerciais, um grupo considerável de pessoas saiam correndo e gritavam: "fecha! fecha!". Claro que todos "obedeciam" prontamente à voz e ao movimento enérgico da multidão, mas isso maculou o protesto.

Ninguém pode obrigar outras pessoas a participar ativa ou passivamente de manifestações de qualquer natureza. Foi o que aconteceu: os comerciantes foram obrigados a fechar as portas, e a pergunta que fica é: se não tivessem feito isso, seriam saqueados ou teriam de fazê-lo à força? Isso é lá maneira de envolver a sociedade no pleito das categorias ali representadas? Acho que não.

Sem dúvida, os trabalhadores tem o direito de se manifestar. Não é possível que a corrupção continue imperando na Administração Pública, nem o desmando no setor privado. Mas há limites, e para mim eles foram extrapolados, no que eu considero um ato de ameaça à liberdade de legítimo funcionamento do comércio.

Por James Meira

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